Antigamente, alguém achava bonito pegar fogo às pessoas. Não havia net, tv e futebol eu até entendo, estava uma pessoa descansada a arar um campo ou a amamentar uma ovelha e quando desse por ela estava com uns sapatos de lenha e atada a um poste. Muito boa crica se perdeu para um apontar de dedo e seguido de “é bruxa” por parte de gajas de bigode. Queimar bruxas virou um espetáculo para o povo e aceitou-se como sendo uma tradição e tornou-se um negócio rentável para alguns, uma maneira de se entreter para outros mas a verdade é que se continuava a fazer da morte de alguém motivo de festa e de espetáculo.Antigamente alguém achava bonito pegar fogo às pessoas. Não havia net, tv e futebol eu até entendo, estava uma pessoa descansada a arar um campo ou a amamentar uma ovelha e quando desse por ela estava com uns sapatos de lenha e atada a um poste. Muito boa crica se perdeu para um apontar de dedo e seguido de “é bruxa” por parte de gajas de bigode. Queimar bruxas virou um espetáculo para o povo e aceitou-se como sendo uma tradição e tornou-se um negócio rentável para alguns, uma maneira de se entreter para outros mas a verdade é que se continuava a fazer da morte de alguém motivo de festa e de espetáculo.

 

A dada altura alguém deve ter queimado a gaja boa errada e começou a questionar-se a razão de manter algo desumano pelo argumento da tradição. Logo surgiram os defensores desta secular arte com argumentos que só lá vai ver quem gosta, que esta indústria contribui para a economia local (digo eu pela venda de lenha, tochas e de cruzes de madeira) e que ninguém tem o direito de privar os outros de fazer grelhada mista com a Cristina apenas porque não se concorda. Por vezes as próprias pessoas que tinham ereções a ver as outras a arder também acabavam elas mesmas por se queimar mas segundo se dizia, era parte do espetáculo e quem gostava de flambear pessoas sabia desse risco. Penso que a dada altura como só restavam gajas feias alguém pôs mesmo um ponto final nisto.

Eu não questiono o prazer que alguém tem em algo que fuja à norma. Eu por exemplo gosto de ficar a observar crianças que espirram e ficam com aquelas estalactites de nhanha no limbo do nariz e do lábio e a desejar que o petiz coma aquele hors d'oeuvre.Mas lá porque gosto de algo e me dá prazer tenho de entender que vivo em sociedade e isto não anda ao meu gosto. Eu consumo drogas que nem um ciclista olímpico. Porém alguém um dia consumiu demais e matou os filhos. E agora eu não as posso consumir na quantidade que quero porque o Carlos achou giro cortar á catanada o pequeno Luís porque o confundiu com um dragão lilás. OBRIGADINHO CARLOS, ESTRAGASTE TUDO PARA NÓS! Uma sociedade anda infelizmente á velocidade do seu membro mais lento e não ao contrário e isto também se aplica quando parte dos meus gostos envolvem ver morte em público, ou seja, a partir do momento que algo que eu goste faz sofrer terceiros, algo tem de ser feito para mudar isso e esse isso não é eu agarrar-me a argumentos vazios porque me estão a tirar a chucha. É perceber que tudo evolui e tudo evolve. E já há Playstation 4. Não sejam conas.
“Tradição” é o último reduto do homem sem argumentos, quando mais nada pode justificar o manter espetáculos de morte que causam sofrimento, dor e agonia para o prazer de meia dúzia.

Parem com as merdas das touradas se faz favor.

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