Sempre tive uma tendência para gostar de me embrulhar com miúdas mais novas (os Peugeots 208 full extras) e me apaixonar por mulheres mais velhas (Datsuns com estofos de cabedal) dado que consigo sempre estabelecer uma conexão maior, aprender mais e deixando a testosterona apresentar o último argumento: rebentam com um gajo. O meu historial dos últimos anos confirma cada vez mais que isto de miúdas mais novas é coisa que não me tem passado pelo dente. Ou é por não ter mais paciência para aquelas conversas da tanga ou talvez seja que elas insistem que eu oiça dubstep com elas e aquilo só me faz lembrar os jogos do Spectrum a carregar ou talvez (e suspeito que seja isto) elas estão-se bem a cagar para mim.Sempre tive uma tendência para gostar de me embrulhar com miúdas mais novas (os Peugeots 208 full extras) e me apaixonar por mulheres mais velhas (Datsuns com estofos de cabedal) dado que consigo sempre estabelecer uma conexão maior, aprender mais e deixando a testosterona apresentar o último argumento: rebentam com um gajo. O meu historial dos últimos anos confirma cada vez mais que isto de miúdas mais novas é coisa que não me tem passado pelo dente. Ou é por não ter mais paciência para aquelas conversas da tanga ou talvez seja que elas insistem que eu oiça dubstep com elas e aquilo só me faz lembrar os jogos do Spectrum a carregar ou talvez (e suspeito que seja isto) elas estão-se bem a cagar para mim.Em longa conversa com uma miúda de 39 anos de sotaque portuense e timbre de arrepiar os cabelos da nuca, dei por mim a ficar cada vez mais pensativo com a perspectiva dela de que já não existem Homens. Com H grande. Fiquei a pensar duas coisas após a nossa conversa: que realmente a quero mesmo comer e que ela tem alguma razão no que está a dizer.

 

A vaginificação tomou conta de nós, socialmente (na forma como o homem interage e age com a mulher) e tecnicamente (o conjunto de skills que se espera que de um gajo tenha pela casa dos 30 anos).O processo de vaginificação masculina começou com boas intenções, mas desvirtuou. Um depilar dos tomates aqui e um exfoliante ali. Até aqui tudo bem porque todos gostamos de andar bem cheirosos e não deixar nenhuma boca marota a cuspir pelo e agradeçam ao Beckham e ao Pitt por terem lançado esta ideia fantástica. Depois alguém disse que podíamos levar isto mais longe e pôr os homens a decorar casas e a escrever livros de autoajuda. Vá, ok. Tudo bem. E se tivéssemos parado por aqui com o que se espera de um homem a coisa até tinha pernas para andar, mas quando ocupamos muito uma espécie humana com actividades secundárias que vão de encontra a sua natureza ela perde-se das essenciais para se desenmerdar mais tarde.Mas como vocês (e estou a dirigir-me a vocês, sua cambada de insatisfeitas) queriam levar isto para lá do mais que aceitável, o vosso plano maquiavélico veio ao de cima: vocês quiserem depilar-nos e pôr-nos a tomar banho com 3 tipos de gel de duche para vocês tomarem o nosso lugar com a bandeira de “igualdade de direitos” a fazer de estandarte de batalha e com isso querer uma equiparidade em tudo até no que era desnecessário. E aqui foi quando isto começou a dar merda porque nós que até somos uns gajos porreiros (tirando o facto de que queremos comer a vossa melhor amiga) dissemos: “epá, ok tudo bem então bora ser amiguinhos, fazer as mesmas merdas e comportarmo-nos de forma igual!”

E o que é que temos hoje? Um grupo fantástico de homens extremamente bonitos e bem cheirosos que sabem fazer cocktails de gin com todo o tipo de merdas desidratadas lá para dentro mas no entanto não conseguem reparar a merda de um esquentador. Ou o autoclismo. E elas ainda ficam piursas com um gajo de não sabermos fazer o que o pai delas faz com uma pernas atrás das costas. Pois, o pai dela que não foi alvo de vaginificação mas que tem uma penugem de invejar o Chewbacca é o chamado Homem à Antiga (Homo Pré Vaginificus). Tanto tempo perderam com as merdas das modas e de querer fazer de uma pessoa uma versão real do Ken com que brincavam em crianças que nós começámos a deixar de aprender os velhos ofícios de gajo. Canalização, electricidade, carpintaria, ferragem, matar ursos com as mãos, debulhar trigo com os dentes e cenas assim. Mas ai que somos tão lindos porque sabemos fazer rolinhos de sushi. 10 em cada 10 gajas trocava o paneleiro que tem em casa que sabe fazer um “California Roll” perfeito por um gajo que finalmente consiga pôr a merda do exaustor na velocidade máxima já que aquela merda faz dois anos que só trabalha na velocidade mínima e deixa um cheiro a peixe frito em casa que não se pode.Mas não foi apenas o que deixámos de aprender que se perdeu, também a nível de se tratar as mulheres a coisa ficou difusa, ou seja, a maneira como se encara os papéis e cortesias sociais que as nossas avós e mães foram alvo. Em conluio com esta vaginificação surge de buço, perna peluda e de blazer com enchumaços a pichificação que é o congénere feminino da vaginifcação. E o que é a pichificação? É uma corrente moderna lançada por meia dúzia de camafeus mal comidos que levam isto da igualdade de direitos para uma interpretação muito sui generis que de repente a palavra direitos significa comportamentos e então temos todos de andar a falar e a comportarmo-nos de forma igual, termos os mesmos gostos e assumir que todos conseguimos fazer o mesmo da mesma maneira porque somos iguais. Nós não somos iguais. Nunca seremos iguais e ainda bem, porque eu jamais conseguiria aturar um gajo como eu e só eu consigo aturar uma gaja como tu. Eu até não costumo andar embrulhado com esta corja neo-feminista (não confundir com as verdadeiras mulheres que fazem alguma coisa pelo avanço das mesmas) porque lá está, tenho uma queda para mulheres bonitas, bem vestidas, que cheiram bem até do olho do cu e perdem dois dias a arranjarem-se no WC para ir jantar comigo e isto é coisa que não assiste às pichificadas.

E o que é que leva esta salada de influências e desinfluências e troca de lugares e géneros? Que muitos homens já não se saibam comportar como deveriam junto de uma mulher pois nem passa pela cabeça que ainda haja mulheres que gostem de ser Mulheres e tratadas como tal, e por outro lado uma mulher agora tem de levar com uma versão rasca do que a mãe lhe disse que seria um encontro com um homem porque o gajo agarra-se à carteira e levou-a a comer uma grelhada mista na Tasca do Fanã porque “heeey SOMOS MANOS” e lhe deu um grande high five porque acha que é isto que ela quer para se sentir equiparada. Estamos a tornar-nos demasiado iguais e isso é chato.
Meus seres lindos e suaves, vocês não sentem falta que vos abram a porta do carro? Vos puxem a cadeira para se sentarem? Que um gajo tire o casaco para vos dar mesmo ficando ele a rapar um frio polar apenas porque vos viu a esfregar os braços com frio? Vos paguem a merda da conta do jantar e não se fala mais nisso durante os próximos dias?

E vocês suas bestas? Não sentem falta da gaja que vê em vocês um porto seguro e não um amiguinho? Que quando dás a merda no murro na mesa a dizer “EPÁ FODA-SE NÃO ME LIXES A CABEÇA” que ela pensa “epá se calhar vou deixar de lhe massacrar o juízo.. uns minutos” em vez de “hey estou a ser vitima de violência verbal, isto é um atentado à minha individualidade, bla bla bla”. Que se sente protegida nos vossos braços e não tenha de ser ela a andar à porrada com 30 membros de um gang das Tríades de Pequim (sim vamos supor que existem na baixa de Lisboa…) porque leu um artigo qualquer numa revista que “também nós mulheres temos nos defender" e vai de sacar de mace de dentro da mala enquanto o menino fica encolhido a chorar num canto.

Farto de Marias Rapazes e de Josés Meninas. Igualdade sim. Mas deixem-nos ser gajos e gajas. Por falar nisso… alguém sabe de um canalizador bom e barato? Tenho o autoclismo preso há dois dias com um tarolo que não faz meio de descer e na Google Play não há nenhuma app para resolver.

Vou mas é fazer um gin com laranja desidratada para ver se me acalmo…

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