Estes últimos tempos tenho pensado bastante sobre todos os erros que cometi ao longo da vida e do que poderia ter sido feito de maneira diferente. Todas as decisões erradas. Todas as vezes que fui por um caminho em vez de outro, escolhi peixe em vez de carne ou decidi levar o carro em vez de ir de táxi. Em todas as pessoas a quem nunca mais liguei após o primeiro encontro ou onde estaria agora se tivesse havido um segundo. Cada vez que recusei um convite para sair e em todos os momentos que perdi por ter saído. A entrevista de emprego que nunca cheguei a ir. O curso que não segui. O caminho que não escolhi.Estes últimos tempos tenho pensado bastante sobre todos os erros que cometi ao longo da vida e do que poderia ter sido feito de maneira diferente. Todas as decisões erradas. Todas as vezes que fui por um caminho em vez de outro, escolhi peixe em vez de carne ou decidi levar o carro em vez de ir de táxi. Em todas as pessoas a quem nunca mais liguei após o primeiro encontro ou onde estaria agora se tivesse havido um segundo. Cada vez que recusei um convite para sair e em todos os momentos que perdi por ter saído. A entrevista de emprego que nunca cheguei a ir. O curso que não segui. O caminho que não escolhi.

Todas estas decisões foram tomadas por mim num universo paralelo, ramificando-se em outras situações onde, novamente, novas decisões - que eu jamais saberei quais - foram tomadas. Um dia, gostaria de me reunir com os meus "eu" que por aí andam espalhados por infinitos universos paralelos. Todos os doppelgangers sentados na mesma mesa. O Rui Cientista que aprendeu a fazer contas de dividir. O Rui Político, presidente da Câmara Municipal de Oeiras. O Rui Solteiro Pai de Filhos com a sua expressão de quem perdeu a alma na escura valeta da monoparentalidade. Todos estes e mais alguns numa jantarada épica de carne grelhada (menos para o Rui Vegan que pediu a opção vegetariana). Poder saber o que me poderia ter tornado se tivesse tomado "aquela" opção. Até que eles me perguntavam qual versão do Rui é que eu era.

 

Eu? Trabalho em casa. Torci o pé na passagem de ano e...

E... mais? - pergunta o Rui Cientista.

Faço piadas. Algumas boas. Outras nem por isso. Mas pronto, é isso...

Hmmmm... - diz o Rui Político.

O que foi? Estão todos a julgar-me?

Não. Quer dizer... um pouco! - responde o Rui Solteiro Pai de Filhos.

Porquê? Vocês sabem que eu sei que vocês aos 15 anos batiam todos à p#nheta como se não houvesse amanhã, certo?

Não sei do que estás a falar... - disse o Rui Cientista.

Nem eu... - disse o Rui Político.

Ó Doutor, some lá uma gaita mais uma mão. Quanto dá? Um punheteiro com estudos. E tu, ó gatuno? Presidente? Isso é que foi subir a pulso. Paizinho, és o único a quem eu posso dizer que bateste punhos a menos. Portanto, vamos continuar com esta conversa de eu não ser uma boa versão de mim mesmo ou a conversa fica por aqui? Eu até podia dizer para irem ao WC pensar sobre isto cinco minutos, mas eu sei que raramente lavam as mãos depois.

silêncio

ALGUM DE VOCÊS GOSTA DE ACORDAR CEDO?

Achas??? Nunca na vida. Acho que não há aqui nenhum assim. Gosto de ti, Rui das Piadas.

"Ama-te a ti mesmo", como dizia ao outro. És a melhor e pior versão de ti próprio.

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O auto-proclamado autor, guionista, blogger e comediante.