#margemsulkitamanda

  • Relatos da noite de ontem e os respectivos Pais Natais que entraram nos lares da Margem Sul nhos terra ki ta manda!

    Pai Natal da Amora

    Desce pela chaminé de gorro com autocolante OBEY, laço verde e uns Nike azuis-fuschia-amarelos a mostrar os seus melhores passos de kizomba. As renas estão kitadas e o trenó ruge que nem uma grávida sem epidural a dar á luz um leitão de Negrais. Oferece a todos cartões da casa dos bares da Amora e um vale de desconto na W52 do Rio Sul.

    Pai Natal da Quinta do Conde

    Desce pela chaminé a tresandar a putas e aguardente. Bate na família toda e depois perde-se na saída porque aquela terra tem 5372 ruas iguais e zero placas de direcção. Passa pela Seaside para comprar umas botas porque acha que tem muito estilo.

  • Dado estar um frio que só uma pessoa que tenha os tomates forrados a pele de marmota sobrevive, decidi procurar o meu casaco Duffy e isso trouxe-me algumas memórias. Vocês lembram-se disto, certo? Aquele casaco que fazia com que ficássemos parecidos ao boneco da Michelin como se fôssemos bonecos insufláveis a caminho de uma pista de ski nos Alpes, super quentinho e recheado com penas de pato. Infelizmente meu querido pai Ruben, operário da Lisnave de mão pesada, nunca teve carcanhol suficiente para um Duffy “Duffy”. Eu tinha um Duffy “Fuddy”! A versão contrafeita comprada ali na feira de Alhos Vedros por dois contos e quinhentos, recheado com lã de vidro e amianto. Na altura ter um Duffy era uma questão de status, era o iPhone de então. Todos queriam um Duffy mesmo que fosse Agosto e se pudesse grelhar entremeadas nos capots dos carros. O Tinoco que também era um teso como eu, vestia sweaters em cima de sweaters até ao ponto de não conseguir mexer os braços sendo confundido por

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  • Há uns meses escrevi aqui umas linhas sobre a noite da Margem Sul. Com elas ganhei ameaças, avé marias e inclusive fui convidado a sair de um estabelecimento na zona ribeirinha da Amora (quando começas a incomodar é quando te apercebes que estás a fazer as coisas bem).Há uns meses escrevi aqui umas linhas sobre a noite da Margem Sul. Com elas ganhei ameaças, avé marias e inclusive fui convidado a sair de um estabelecimento na zona ribeirinha da Amora (quando começas a incomodar é quando te apercebes que estás a fazer as coisas bem).Não contente com isto, convenceram-me a ir para o Kaxaça este sábado o que me fez recear por momentos se alguém me ia dar um estouro na cara assim que metesse as patas lá dentro. Fui a acompanhar o Tinoco mais o nosso amigo Farfalha que é o road manager de uma dupla de DJ’s/Entertainers e assim consegui a infiltração. Peguei em dois holofotes, o Tinoco nuns confettis e numa tiara de princesa e lá passámos por assistentes do road manager.

    Já não

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  • Este fim de semana meteram-me nas unhas para passear mais uma amiga, um BMW 300 qualquer coisa (estou a tentar ver lá atrás mas não tá lá nada). O que interessa é que é descapotável. Ela filha de boas famílias habituada a andar neste pedacinho de coisas boas e eu: o teso da Margem Sul.Este fim de semana meteram-me nas unhas para passear mais uma amiga, um BMW 300 qualquer coisa (estou a tentar ver lá atrás mas não tá lá nada). O que interessa é que é descapotável. Ela filha de boas famílias habituada a andar neste pedacinho de coisas boas e eu: o teso da Margem Sul.

    O meu margem sulismo ficou contido por bastante tempo, ou seja, até eu me sentar ao volante e ela me passar uma pen USB para a mão.

  • Boy - o mesmo que sócio mas sem quotas na sociedade. Nome próprio para muitos. Designação dada a um tropa, mesmo sem nunca ter jurado bandeira.

    Dama - carta do baralho, peça de xadrez e a primeira do Carreira. Namorada do sócio ou do Vagabundo #redundância

    Griffe - animal mitológico de finas famílias francesas ou roupa da W52 e/ou Primark.

    Headphones - (item desconhecido)

    Fiat Punto - bote de um boy para levar a dama ao McDonald's depois de comprar uma griffe (tou a ficar bom nisto!). Discoteca sobre rodas com o botão do volume avariado. A cada fim do mês é um Fórmula Um guiado na faixa da direita por um zero à esquerda.

  • "Bom dia. Tem cabos mini-USB?"

    "Sim.""Onde estão?"

    "Sim."

    "Sim, mas onde?"

    "Sim."

    "Os cabos. Que eu quero *a agarrar nuns parecidos*. O-N-D-E estão?"

    "Sim."

  • Quando me perguntam qual é a zona do país com que mais me identifico, tenho bastante dificuldade em responder. Penso em todos os sítios por onde já passei e todas as pessoas que conheci. Tenho recordações de cheiros, sons e momentos de Norte a Sul. Sempre consegui achar a beleza de cada lugar, até mesmo quando ela não estava visível a olho nu. Mas já voltamos a este tema.

    Eu nasci em São Domingos de Benfica, na Cruz Vermelha. Os meus pais, dois marialvas de Lisboa, escolheram a Margem Sul para viver. Primeiro, a Costa da Caparica. Foi lá que os meus pais decidiram assentar arraial com o seu cão Mick (em honra da sua banda preferida, os “Rolling Stones”) e um bebé pequenino que se fartava de comer. Não foram poucas as vezes que a casa foi assaltada, quase em jeito de prenúncio para o que se viria a tornar a Margem Sul nos anos 90, tendo os meus pais decidido rumarem um pouco mais para dentro, mais concretamente, para a Torre da Marinha. 6 meses depois de eu nascer, ali

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  • ""És da Margem Sul?"

    "Ya..."

    "Ah... conheço um gajo daí. Deves conhecer..."

    "De certeza. Isto é uma rua e vivemos todos em cima uns dos outros."

    "O Silva. Tem um Punto todo kitado."

    "Ah ok, agora ficou mais fácil. Deixa-me adivinhar o resto: no verão costuma ir para o Waikiki e nunca falha um Avante."

    "F#da-se, tu conheces o Silva. Que mundo tão pequeno!"

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